sábado, 9 de março de 2013

ALIENS [2]: Goblinóides e Mindflayers

Goblinóides


As três raças goblinóides de D&D, goblins, hobgoblins e bugbears, possuem um parentesco que nunca foi muito bem explicado, na minha opinião. Um dos primeiros estudos que fiz antes de começar a desenhar o cenário foi sobre a origem da espécie humana, quem foram nossos ancestrais, quais condições permitiram que, eventualmente, desenvolvêssemos inteligência e nos tornássemos a espécie dominante no planeta. Achei bastante curioso o fato de que por milhares de anos mais de uma espécie de hominídeos coexistiram na Terra. É o caso, por exemplo, do neandertal, que conviveu com o homo sapiens até 33 mil antes de Cristo! Bem, ótima ideia para desenvolver uma serie de raças correlacionadas, aparentadas, não? Assim sendo decidi que os goblinoides do meu cenário são na verdade três espécies nativas de um mesmo planeta e que possuem um ancestral comum. O que permitiu que elas se desenvolvessem foi o fato de que estavam isoladas geograficamente, de forma que não houve disputas por nichos por parte de nenhuma delas, pelo menos não até elas alcançarem a era das grandes navegações. O seu planeta natal, Arcaron, é bastante diversificado geograficamente, a exemplo da Terra, e as três raças se adaptaram a diferentes nichos ecológicos: os bugbears, mais primitivos, vivem em regiões mais montanhosas e frias. Os hobgoblins evoluíram em uma região de planícies vastas, se tornando excelentes caçadores. Os goblins, por sua vez, viviam em selvas úmidas e pântanos. As três raças jamais chegaram a conviver em consenso, e o conflito fez parte de sua história. No final os hobgoblins se ergueram como os senhores de Arcaron e governam sobre as outras duas raças: os bugbears tornaram-se escravos enquanto os goblins tiveram uma adesão mais orgânica, trabalhando como mão de obra barata e tornando-se a escória da sociedade livre. Com isso os hobgoblins gozam de uma vida de privilégios e regalias, já que as camadas mais baixas da sociedade são ocupadas pelas outras duas raças.



O povo de Arcaron foi forjado pela guerra e sua tecnologia militar desenvolveu-se consideravelmente. Eles são suprematistas por natureza e sua eventual inserção na comunidade galática não foi das mais pacificas. Quando estabeleceram contato com outras civilizações os arcaronianos estavam dando seus primeiros passos na corrida espacial, e já possuíam uma colônia de exploração em um planeta rochoso próximo a Arcaron assim como algumas industrias espaciais e já faziam planos de explorar um cinturão de asteroides presentes em seu planeta. Um dado interessante é que os principais astronautas arcaronianos são os goblins, e não os hobgoblins. A exploração espacial sempre foi tida como perigosa e por isso eles treinaram uma raça inferior para dar cabo da tarefa. O resultado é que muitos goblins vivem hoje nas estações e fábricas espaciais e formam a parte mais significativa da população de colonistas.

Bem, ainda tenho muita coisa pra pensar sobre essa raça, como um nome que seja interessante e englobe as três espécies e, também, nomes individuais, assim como outros aspectos. A ideia aqui do blog, nesse momento inicial, é compartilhar o design inicial do cenário, as ideias principais e, com a ajuda de todos, ir as refinando.


Mindflayers

Descobri apenas recentemente que os mindflayers são material autoral da Wizards e, dessa forma, tive de me demorar um pouco mais ao desenvolvê-los. A principio eles teriam um papel fundamental no cenário, sobretudo como antagonistas, e eu não gostaria de abrir mão deles. Mas, ei, criaturas com tentáculos na cara não são assim tão incomuns na ficção científica! Também não são incomuns criaturas comedoras de cérebro. É, não deve ser tão difícil assim redesenhar essa raça de forma que eu não corra riscos de ser processado, em?


A ideia central da raça é que os mindflayers roubam informação das outras raças ao consumirem o seu cérebro. Tenho de confessar que o personagem Scorpius foi uma grande inspiração para a criação da raça, assim como os Scarrans, de forma mais geral. Uma raça atrasada tecnologicamente, mas que iniciou a corrida espacial quando foram abordados por alguma outra raça que tentou um contato pacífico. A raça, inclusive, utiliza de suas papilas gustativas para acessar grandes quantidades de informação rapidamente. Apesar disso, quis afastar o conceito da raça do psiquismo, justamente para afasta-los um pouco dos mindflayers de D&D. Os mindflayers são nativos de um mundo aquático, com poucas porções de terra e pensei em fazer deles algo semelhante a crustáceos hominídeos. Eventualmente eles viriam a substituir seus exoesqueletos por armaduras tecnológicas que já oferecem o suporte para que existam em ambientes hostis (life support). Uma vez que conquistaram a tecnologia necessária para iniciar a corrida espacial os mindflayers se expandiram rapidamente, controlando um vasto território. Eles operam como excelentes espiões, conseguindo roubar toda sorte de informações de agentes da inteligência inimiga. Eles, ainda, pagam altos valores pelo sequestro de cientistas, diplomatas e líderes políticos e militares das outras raças - afinal isso é o que os tem mantido no topo da comunidade galática. A maioria das outras raças não confiam neles, mas reconhecem o seu poder e importâncias, de forma que preferem agir de forma diplomática, mas ainda assim aplicando pesadas sanções quanto a presença deles em seus planetas e colônias. O encontro em territórios afastados aos de sua raça com uma nave mindflayers costuma ser aterrorizante!

Procurei por uma imagem que traduzisse bem o que tenho em mente, e que se assemelhasse aos primeiros esboços que fiz da raça e acabei encontrando uma miniatura!

                                             

Nas próximas atualizações falarei de mais algumas raças e, não podiam faltar, dragões!


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