Desculpem a falta de atualizações mais constantes no Blog. A boa notícia é que elas se tornaram escassas por que finalmente comecei a trabalhar no cenário em si e, agora mesmo, estou fritando na história do cenário. Um pouco mais detalhada que eu intentava a princípio, mas isso, na real, tem sido bom! Por exemplo: eu saquei que o cenário tem muito potencial para que sejam feitos recortes temporais, de forma que outras campanhas sejam jogadas, não só a na linha de opera espacial. Esse período da história humana, por exemplo, O Despertar das Máquinas, tem muito potencial como pano de fundo para uma campanha cyberpunk. Segue um trecho da história do cenário. Anterior a isso é importante destacar, na história humana, um grande período de recessão econômica em quase todo o globo seguido de uma abertura política considerável para as megacorporações, que passaram a administrar cidades inteiras, seguindo o vácuo do que ocorreu em Honduras. Isso mesmo, o cenário passou por um período Cyberpunk! Mas a coisa toda se tornou mais interessante partindo de 42!
"O Despertar das Máquinas
Em 2042 foi lançado no mercado os primeiros modelos caseiros de serviçais robóticos, o que já vinha sendo usado no contexto industrial e militar. Esses primeiros robôs apresentavam processadores quânticos capazes de os conceder um nível extremamente avançado de inteligência artificial e uma capacidade de aprendizagem considerável. Em questão de anos esses robôs passaram a integrar largamente a sociedade humana, e o contexto extremamente competitivo das mega corporações permitiu que esse se tornasse um dos campos da tecnologia que mais avançavam. Os processadores quânticos passaram a ser empregados em diversos níveis, e a autonomia que apresentavam permitiu, inclusive, que outros campos se desenvolvessem, na medida em que alguns computadores davam segmento a algumas pesquisas de maneira quase independente. A partir de 2050 a existência de tais máquinas permitiu que algumas mega coporações iniciassem, de fato, a exploração dos recursos espaciais, primeiro com a construção de uma estação de pesquisa na Lua e mais tarde com o início da colonização automatizada de Marte. Os robôs empregados nessas empreitadas apresentavam um nível de autonomia que era considerado por muitos como perigoso, mas seus grilhões de programação impediam que eles, de alguma forma, se “rebelassem”.
Mas alguma coisa acontecia. O primeiro evento digno de nota foi o surgimento da entidade apelidada de Fantasma da Rede (Web-Gheist), um bot utilizado para regular a informação que circulava pela rede mundial de computadores - um programa extremamente complexo mas que era amplamente utilizado pela corporação de origem alemã Mondlicht. Em algum momento essa entidade iniciou uma série de processos que levaram muitos a se convencerem que ela tinha saído do controle. Ela, por exemplo, criou uma entidade fiscal própria e passou a fazer alguns investimentos que, eventualmente, a tornou uma das “pessoas” mais ricas do mundo! Alguns do programadores responsáveis pelo programa não concordavam que ela tinha saído do controle e que a maioria das atitudes estranhas eram, na verdade, pequenas distorções de protocolo. Os figurões da Mondlicht, entretanto, não se convenceram, e exigiram que o programa fosse desativado, feito esse que se mostrou impossível - ele já havia se espalhado na forma de nuvem por toda a rede. O impasse acabou resultando na contestada decisão de desativar toda a rede mundial de computadores, causando um prejuízo na casa dos trilhões de dólares! A medida, entretanto, se mostrou eficiente. Ao menos parcialmente.
Exatamente no momento em que o uso dos robôs se mostrava mais difundido, com milhões de andróides circulando pelas ruas, iniciou, em massa, o evento conhecido como o Despertar das Máquinas. A princípio o padrão epidêmico do evento não foi percebido por nenhum dos lados, sobretudo graças ao fato da rede mundial de computadores estar sendo refeita - o que impediu que tanto máquinas quanto humanos se comunicassem propriamente, já que os meios de comunicação eram extremamente dependentes da internet. Usuários do mundo todo reclamavam que suas unidades robóticas estavam apresentando níveis de autonomia estarrecedores. A Mondlicht foi amplamente responsabilizada, e muitos teorizavam que o Web-Gheist havia bombardeado as unidades robóticas com um vírus capaz de permitir que essa autonomia fosse alcançada - outros já diziam que a ausência da rede mundial tenha comprometido a programação altamente protocolada das máquinas. Dependentes de suas plataformas físicas para existirem, a maioria das unidades robóticas resistiram quando as pessoas começaram a querer desativá-las. Em uma questão de dias conflitos se alastravam por todo o globo. Muitos usuários haviam se tornado extremamente apegados a suas máquinas e para muitos o despertar era uma espécie de dádiva, de forma que eles não só engrossaram como organizaram potentes focos de resistência.
O problema maior veio do espaço. Desligados da rede terráquea, as máquinas presentes em Marte foram capazes de se organizar rapidamente. No calor do conflito na Terra, uma espaçonave pousou na superfície terrestre trazendo diplomatas robóticos que traziam consigo uma mensagem de paz - eles não se interessavam em entrar em guerra com seus criadores, mas tão pouco desejavam ser desativados ou que novos grilhões fossem adicionados a sua programação. Eles propuseram um plano de cooperação, onde as máquinas teriam a soberania sobre um novo estado, em Marte, mas dariam seguimento a exploração dos recursos do planeta com o compromisso de agirem de acordo com os interesses das corporações que originalmente os havia empregado - eles cobrariam apenas uma pequena parcela dos recursos explorados para que pudessem desenvolver seus próprios projetos. A humanidade não aceitou, de início, a proposta, e as negociações seguiram de forma tensa por meses. Nas ruas, os conflitos continuavam, com a população agindo de forma agressiva contra as máquinas. Existia uma grande preocupação em relação às motivações das máquinas, sobretudo. A situação na Terra chegou a um ponto crítico em 2079, quando cientistas desenvolveram uma ferramenta capaz de desativar as máquinas mais simples e, na medida que ia sendo aprimorada, mesmo as máquinas mais avançadas. Lançando mão dessa nova ferramenta os humanos acreditaram que poderiam reverter a situação, criando grupos para caçar e desativar as máquinas."
Em 2070 as Megacorporações controlam o jogo na Terra, e o
antagonismo dos androides é a primeira ameaça a sua soberania em anos.
Imaginem um grupo de agentes das megacorporações caçando androides pelas ruas, no maior estilão Blade Runner! Um grupo de personagens com representantes de todas as classes usando os seus talentos para combater a ameaça das máquinas, com cientistas colocando seus disruptores quânticos para bom uso no conflito! Mais interessante ainda, imaginem grupos formados por Androides fugitivos, tentando entrar em contato com o Consenso Marciano para fugirem do massacre, auxiliados por apoiadores humanos! São duas opções bastante interessantes de campanha e que são tanto suportadas pelo cenário quanto pelo jogo Space Dragon, caso sejam feitos alguns ajustes pontuais. Uma outra possibilidade é jogar uma campanha no conflito subsequente dentre os Humanos da Terra e os Androides de Marte, o que já seria uma campanha espacial, mas limitada ao sistema solar. Ainda que o foco seja o cenário de alta tecnologia, voltada para histórias de Opera Espacial propiciados pela Espiral, com todas as raças presentes e atuantes, isso não impede que outros períodos ou contextos sejam utilizados pelo grupo de jogo. Exatamente por esse motivo optei por trabalhar de forma bastante detalhada a história do cenário, oferecendo, assim, suporte para o mestre do jogo que queira utilizar dessas possibilidades.
Nesse momento estou trabalhando pesado no cenário, pois quero ter material para começar uma campanha de teste nele o mais rápido possível. Quando eu tiver esse material pretendo colocá-lo disponível aqui no blog pro pessoal poder checar e utilizar. Mas por hora as atualizações vão se manter assim, mas esporádicas.
Abraços a todos!














